«Na realidade, o alquimista de ontem e de hoje, insere-se nesta tradição do técnico e do artista que domina, pelo fogo - seja ele oleiro, vidreiro, ferreiro, químico ou farmacêutico -, as técnicas de transformação dos materiais. O que acontece hoje com a Alquimia no contexto das novas religiosidades e espiritualidades é a recuperação desse imaginário tecnológico artesanal antigo e sagrado, numa operação de 'reencantamento do mundo' que corresponde a uma necessidade do Homem moderno.»
José Manuel Anes
In «Introdução»
«Distinguindo entre símbolo, mito e rito, o autor propõe-nos uma fascinante viagem pelo território alquímico ao longo da história da nossa civilização, articulando-o com diversos corpos disciplinares que transversalizam, de um modo mais ou menos marcante, todo um imaginário recheado de símbolos, um imaginário formador em larga medida da nossa sociocultura ocidental - quais sejam, por exemplo, as diversas correntes da Gnose, da Magia, da Astrologia, do Hermetismo neo-alexandrino, a Cabala hebraico e posteriormente a Cabala cristã, a Teosofia de raiz böhmiana, o Rosicrucismo, etc., sem esquecer as suas remotas origens egípcias e babilónicas.»
António de Macedo
In «Prefácio»
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