"Levantou-se de madrugada. Não conseguia dormir nem permanecer na cama. Foi para o quintal mas não se deslumbrava mais a ver o sol-nascer; via porque o olhava sem que o entusiasmasse nem exaltasse. Era apenas o raiar de mais um dia para arrastar a sua melancolia. Outro dia e outro dia, cada dia a parecer um século, estava prestes a entrar na eternidade! Sentia-se à porta dela, mas a bater à porta do cavalo: o portão grande do frontispício só era aberta para as grandezas e suas excelências e ele estava ali com uma consciência de pé-rapado! Um escorraçado da sociedade, um falido cuja empresa de felicidade tinha dado o berro, tornava-se um pedinte mendigando esmolas para tentar repor a normalidade do negócio. Pensa: «Eu nem queria a facturação de empório internacional, apenas ouvir o tlim-tlim da caixa registadora ao balcão para o pão nosso de cada dia, e até este rendimento mínimo me foi sonegado!"
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