(Setúbal, 1927 - Lisboa, 1998) Personalidade marcante e incontornável da vida cultural e cívica do passado século XX, Lima de Freitas foi o pintor incómodo, o estudioso das tradições imaginais de Portugal, da Europa e do mundo, em geral, e, avant la lettre, o filósofo transdisciplinar que sondou a numeralogia pitagórica, o frutífero diálogo entre ciência e tradição e trabalhou em parceria directa com os grandes nomes do Novo Paradigma que está a emergir tanto ao nível das ciências sociais e humanas como das chamadas ciências exactas. Amigo de Gilbert Durand (antropólogo do imaginário e filósofo), Basarab Nicolescu (físico teórico e autor do Manifesto da Transdisciplinariade), Antoine Faivre (historiador das religiões e das correntes esotéricas), entre outros, trabalhou com eles para o renascimento da vivência do sagrado e das tradições espirituais e de uma cosmovisão do mundo que respeite a Natureza e o Ser mais íntimo dos humanos.
É autor de inúmeras obras tanto ao nível das artes plásticas como do ensaio e das comunicações científicas. Entre os vários cargos que desempenhou, foi Director do Teatro Nacional D. Maria II e o primeiro Director do IADE.
Foi agraciado pelo Governo Francês com as condecorações de Chevalier e de Officier de l’Ordre du Mérite.
Foi Comendador da Ordem de Santiago da Espada. |