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"Quando um Homem tem força de vontade
os Deuses dão uma ajuda
"

Ésquilo (525 - 456 a.C.)

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 Ésquilo, considerado um dos maiores génios da humanidade, foi o criador da Tragédia Grega. Compôs cerca de 90 obras embora só sete tragédias suas chegassem até nós. Destacamos a tetralogia Oresteia e o Prometeu Agrilhoado. Inspirou, através das suas peças, grande parte dos vultos intelectuais do mundo ocidental nos últimos dois milénios. Distinguiu-se, também, como guerreiro nas batalhas de Maratona (490 a.C.) e Salamina (480 a.C.) contra os Persas. Compôs o seu próprio epitáfio:

Debaixo desta pedra jaz Ésquilo, o ateniense,
filho de Eufórion,
Sepultado no solo fértil de Gela;
Bem conhecido pela sua valentia em combate,
De que são testemunhas o bosque de
Maratona e os Medos.

O Teatro como expressão dos mitos e arquétipos da Humanidade existiu em todas as civilizações antigas. Temos conhecimento de um teatro egípcio, hindu, chinês e cretense, entre outros, mas foi no século dourado de Péricles que, através de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes, o Teatro Trágico, espiritual, ganhou um vigor e estilo artístico praticamente intransponíveis para além de uma popularidade total. Um poeta trágico tinha na Grécia antiga o maior prestígio.

O Teatro era uma autêntica festa ritual em que participavam multidões de todas as classes sociais. Quando havia Teatro tudo o resto parava. Por exemplo, o Anfiteatro de Epidauro no tempo de Ésquilo tinha uma capacidade para 6.200 pessoas que, entretanto, foi ampliada para 14.000 lugares no século II a.c..

A que deveu este êxito fulminante de uma tão elevada expressão artística?

Evidentemente que para responder a esta questão é necessário um estudo aprofundado da mentalidade helénica, mas existe um facto em que todos os estudiosos estão de acordo: A Tragédia Grega fazia o público viver, emocionar-se, sentir os mitos de uma forma que estava para além da razão, era uma catarse...

... havia Comunicação.

O Génio de Ésquilo foi precisamente conseguir comunicar Ideias não só à mente mas sobretudo ao coração. Criou todo um estílo artístico com efeitos dramáticos, cenários, maquinarias que produziam efeitos especiais, máscaras, ritmo poético, música... no qual todos estes elementos entravam em ressonância impressionando o sentimento dos espectadores de uma forma mágica.

Na época, a élite intelectual tinha a noção de que o importante não era um conhecimento intelectual em quantidade mas a sabedoria que o Homem podia assimilar. E para assimilar uma Ideia é necessário entendê-la, senti-la e incorporá-la na conduta.

Comunicar é fazer sentir uma Ideia

É sabido que na actual Era da Informação existe um grande défice de comunicação. Neste sentido, a Comunicação Visual e a Multimédia têm um papel fulcral para fazerem sentir a alma das Instituições e Empresas.

Fazemos Ver e Ouvir as Ideias

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