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DHAMMAPADA
- As Palavras de Buda
«Todos os fenómenos da existência têm a mente como origem, a
mente como o seu supremo líder, e da mente eles são feitos. Se com uma mente pura
alguém fala ou age, a felicidade (sukha) persegue-o como uma sombra (chaya)
que nunca o deixa.»
«A tradução do texto completo do Dhammapada em Pali, que
surge agora pela primeira vez em Português, representa um precioso tesouro espiritual
pela transcendência da sua mensagem, e que, por isso, ultrapassou as fronteiras da
Índia, tornando-se património de toda a humanidade. Pilar incontornável da poesia
ética de tradição kavyá da Índia clássica, abre o caminho do
aperfeiçoamento humano pela edificação das virtudes e pela denúncia da vaidade e do
ego, da ignorância e da dor. (...) Buddha transmitiu o seu
conhecimento por via oral e nada deixou escrito, limitando-se a seguir a tradição
secularíssima da exposição da sabedoria ilustrada por aforismos, tal como todos os
sábios e filósofos do Extremo Oriente e do Oriente Médio o fizeram durante milhares de
anos.»
«A figura de Buddha e a sabedoria que irradiam dos seus ensinamentos
são, para a Humanidade, e mesmo em pleno século XXI, uma luz nas trevas, um farol no
agitado mar da vida humana. Nenhuma outra religião reconhece tanta importância às
descobertas da própria consciência, à serena reflexão, à busca do saber. O próprio
Buddha ensinava que não devíamos aceitar, de maneira nenhuma, aquilo que a nossa mente e
o nosso coração não reconhecem como válido, ainda que estivesse escrito ou fosse dito
pelo maior dos sábios.» ____________________________________________________________________________ COLECÇÃO «SABEDORIA DO ORIENTE» Do amplo fundo cultural da história multi-milenar da humanidade
persiste na língua portuguesa a ausência de traduções de qualidade e de estudos
rigorosos e profundos no âmbito do impressionante legado cultural do Oriente que é
absolutamente essencial não escamotear, mormente esses grandes três pilares: a Índia,
a China e o Japão. Já no século XIX, Helena Petrovna Blavatsky, na sua visão global,
chamou a atenção para o estudo em profundidade das culturas orientais e, no século XX,
Mircea Eliade denominava assertivamente de «provincianismo cultural» a ausência de
olhar e de valorização dos estudiosos ocidentais face à dimensão riquíssima, no
plano cultural, das civilizações do Oriente.
I II III
VI VII
Esta colecção tem a direcção de José Carlos Fernández e o apoio do Círculo de Estudos Orientais da Nova Acrópole (www.nova-acropole.pt)
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