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INVERNO MÁGICO
Ritos e Mistérios Transmontanos
António Pinela Tiza

Formato: 16,2X23 Cm | Nº de Páginas: 288 | Preço:19,00
1ª Edição: Dezembro de 2004
ISBN: 972-8605-46-3

 

Ritos e Mistérios Transmontanos

«(...) este Inverno Mágico de António Pinelo Tiza vem colmatar da melhor forma um vazio que existia no estudo e divulgação de todo o conjunto de rituais do Nordeste transmontano no ciclo invernal. É, efectivamente, um trabalho notável fruto de um labor dedicado de muitos anos. (...)

Neste trabalho de António Tiza impressiona a quantidade (e singularidade) de festividades cíclicas que se realizam nesta região portuguesa no período que vai desde o dia 1 de Novembro (antiga data da festa de Samain dos celtas) até ao período do Carnaval. Trata-se de um património antropológico riquíssimo que urge prosseguir no seu estudo, preservando e incentivando a sua continuação efectiva. Também surpreende a persistência das populações que conseguiram ultrapassar inúmeras adversidades para manter as suas tradições, nomeadamente as inúmeras proibições religiosas, algumas delas referidas no presente livro. (...)

As festividades mais características do Nordeste transmontano são, sem margem para dúvidas, aquelas que se realizam nos doze dias que vão do Advento à Epifania. Ou seja, as festas solsticiais onde as máscaras e os seus portadores são os protagonistas principais. (...) Vejamos o que nos diz António Tiza sobre os caretos de Varge (...): “Os rapazes assim metamorfoseados são os verdadeiros animadores da festa. Tornam-se figuras diabólicas e mágicas, sob a máscara de latão pintado ou de madeira, o colorido dos seus fatos, com fitas, campainhas e chocalhos à volta do corpo. São os «caretos», dificilmente identificáveis, se não de todo impossível, a quem a toda a sorte de disparates, tropelias e brincadeiras lhes é permitido fazer. O mascarado torna-se um ser superior, mágico e profético, diabo e sacerdote ao mesmo tempo (...)” »

Paulo Alexandre Loução
In Prefácio


COLECÇÃO «ARKHÉ UNIVERSAL»

O substantivo grego «arkhé», étimo do lexema arcaico, significa origem e princípio, e, como termo religioso, poderes ou potências celestes. Está presente na etimologia do termo arquétipo (arkhé+týpos), significando týpos, imagem, modelo, padrão - arquétipo é assim o modelo das origens, a imagem primordial, o padrão primitivo.
Desta forma, a colecção «Arkhé Portugal», em complemento com a colecção «Arkhé Universal», pretende divulgar as pesquisas no campo das ciências humanas relacionadas com as várias formas de manifestação dos arquétipos nas tradições existentes no território nacional. Trata-se de promover o conhecimento e a investigação das raízes míticas, espirituais e culturais de Portugal.

 

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