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«Ciência e Consciência» - II:
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EM
BUSCA DA REALIDADE DIVINA
A Ciência como Fonte de Inspiração
Lothar Schafer
Colecção
«Ciência e Consciência» - I
Uma introdução à
metafísica da física quântica
numa linguagem acessível ao grande público
Formato: 16,2X23 Cm | Nº
de Páginas: 304 | Preço: 18,00
1ª Edição: Outubro 2003
ISBN: 972-97760-27-7
A mensagem da física moderna é a de que a realidade física tem como fronteiras todos os
aspectos de uma ordem transcendente. No fundamento das coisas, existem partículas
elementares que podem exercer influências recíprocas instantâneas a longa distância,
podendo-se considerar significativamente possuidoras de propriedades mentais e existir em
estados que são, como escreveu Heisenberg, não absolutamente reais, mas entre a
ideia de uma coisa e uma coisa real. Assim, da mesma forma que átomos mortos
constituem organismos vivos e moléculas estúpidas constituem cérebros inteligentes,
entidades metafísicas constituem a realidade física.
Este livro notável explica claramente os conceitos da física quântica, de modo a
demonstrar como a ciência e a espiritualidade não estão separadas.
Um relato claro e fascinante das razões pelas quais a física moderna leva
[Schäfer] a uma visão transcendente da natureza da realidade.
Sir John Polkinghorne
Presidente Emérito e Membro do Queens College,
Universidade de Cambridge
A afirmação de Schäfer de que a física moderna fornece provas persuasivas de
um universo permeado pela mente é simultaneamente desafiador e vigorosamente
debatido.
John Brooke
Professor Andreas Idreos de Ciência e Religião,
Universidade de Oxford
Lothar Schafer
Nasceu em 1939, em Düsseldorf, na
Alemanha. Licenciou-se em Química na Universidade de Munique em 1962 e, em 1965, concluiu
o seu doutoramento. Anos mais tarde emigrou para os E. U. A. onde exerce docência
universitária há mais de 30 anos. É cidadão dos E. U. A desde 1978 .
Actualmente, é Professor Edgar Wertheim Distinguished de Química-Física na Universidade
do Arkansas, em Fayetteville. É um químico estrutural, e o seu trabalho de
investigação científica abrange as áreas da Difracção de Electrões, Química
Quântica Aplicada e Química Computacional. Nas décadas de 80 e 90, a sua equipa
desenvolveu o primeiro instrumento de difracção de electrões de gás em tempo real com
registo de dados electrónicos, o que deu origem a novos tipos de experiências, Estudos
de Difracção de Electrões em Tempo Determinado de moléculas estimuladas por laser. Foi
pioneiro em parceria de estudos quânticos químicos e experimentais de estruturas
moleculares, amplamente utilizados na actualidade, e participou nas primeiras definições
de péptidos e proteínas, em geometria química quântica.
Na área da investigação e do ensino, recebeu vários prémios e menções honrosas e
tem várias centenas de artigos científicos publicados em edições especializadas.
COLECÇÃO «CIÊNCIA E CONSCIÊNCIA»
Uma nova colecção e uma colecção que se
pretende nova. Capaz de acompanhar os desafios dos saberes complexos. A ilusão do linear
vai-se esvaindo nas névoas do sonho positivista comtiano, conquanto resistam alguns dos
seus fantasmas.
Complexidade ou simplicidade? Que formato para a essência do mundo? Falamos do kosmos,
bem entendido, no sentido naturalista dos antigos gregos, fisicamente ordenado, não do
mundo, social e culturalmente organizado em torno de referências religiosas e
morais. Falamos da riqueza, ainda por apreender, do unum in diversis o universo
ao qual todas as coisas estão inapelavelmente sujeitas, em qualquer tempo e
espaço.
Falamos desse universo, em que todas as coisas estão separadas no e pelo espaço, mas no
qual, ao mesmo tempo, não há separação.
Falamos da consciência que temos desse universo, abismados perante o Todo, mas
determinantes e necessários para a sua infinitude ao questioná--lo como tal. E das
dimensões dessa consciência que irrompem, súbitas, na experiência humana desse
espanto.
Desse cosmos que nos absorve, emerge, ao que tudo indica, uma noção de complexidade onde
parecem dissolver-se a ordem e a desordem. Dissolver-se ou completar-se?
Ciência e Consciência é, pois, a continuação de uma viagem em busca da ordem
invisível, dos principia que regem o cosmos. Caminho percorrido por Pitágoras,
Descartes, Newton, Einstein e a física quântica, estranhamente coexistentes, para ser
revelada por Alain Aspect ao testar o parodoxo EPR e o estranho enamoramento
das partículas que, tendo interagido num dado momento, não mais se esquecem. Estejam
onde estiverem...
Gaston Bachelard dizia: Só há ciência do oculto. Desta desalentadora
proposição, deduz Edgar Morin, que ao procurar o invisível, encontramos, por
detrás do mundo das aparências e dos fenómenos, o arrière--monde das leis
que, em conjunto, constituem a ordem do mundo. Chegaremos a instituir essa fonte
numinosa, além do mundo das aparências, das ilusões, dos epifenómenos? Ou como
escreveu Shakespeare, haverá mais coisas no céu e na terra que em toda a vossa
filosofia?
Uma colecção que não promete respostas, mas tão só fazer perguntas. E ao fazê-lo,
questionando, estará a cumprir um desígnio essencial: fazer Ciência com Consciência.
A direcção do CTEC
Obras da mesma colecção editadas pela Ésquilo:
Fátima e a Ciência
Teoria do Céu
Vida Depois da Morte
Nós, a Partícula e o Universo
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