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SERAFITA

Honoré de Balzac

Formato:
16,2X23 Cm | Nº de Páginas: 192 | Preço:14,70
1ª Edição: Março 2006
ISBN: 972-8605-66-8


«Serafita é, provavelmente, o romance fantástico mais sedutor de Balzac. (…) Balzac conseguiu dar um brilho sem igual a um tema fundamental da antropologia arcaica: o andrógino considerado como imagem exemplar do homem perfeito. (…) Serafita é a última grande criação literária europeia cujo motivo central é o mito do andrógino.»
                                   
                                                                                               
Mircea Eliade

«[Serafita não é] um texto marginal. Serafita vai beber ao mais profundo de Balzac.»

                                                                                              
Charles Grivel

«Diremos que o pensamento de Swedenborg e a mente filosófica de Balzac se entrelaçam de princípio a fim na aventura espiritual e alquímica que constitui esta obra notável onde o Balzac místico inclui a inteligência esotérica (...), a visão analógica das correspondências e a realidadde do homem interior. Está claramente patente uma visão iniciática e gnóstica da vida. Neste corpo terrestre há um homem interior que deve ser despertado. As felicidades da terra em nada se podem comparar aos divinos êxtases da alma nos mundos celestes. Há uma continuada referência ao que Plotino denominava de Venus Urânia, o amor celestial, em oposição ao amor terreno, egoísta, Vénus Pandemos. “Amamo-nos uns aos outros na razão directa do conteúdo celeste das nossa almas” afirma o inspirado Balzac que também não escamoteia a necessidade da sofia: “(…) a primeira transformação do homem é o amor. (…) A segunda tranformação é a sofia. A sofia é a compreensão das coisas celestes a que o espírito chega por amor. O espírito de amor conquistou a força, resultado de todas as paixões terrestres vencidas, ama a Deus, mas cegamente; o espírito de sofia tem a inteligência e sabe porque é que ama.”»

                                                                                      
Paulo Alexandre Loução
                                                                                       in Posfácio


COLECÇÃO «CORRENTES DO INVISÍVEL»

Paralelamente à corrente de pensamento racionalista dos últimos séculos, que assentou em formas mentais como a cartesiana e a positivista, o pensamento hermético, alquímico e de índole esotérica tem-se mantido vivo fazendo parte integrante da cultura ocidental. Porém, essas correntes de pensamento iniciático que influenciaram grandes génios do pensamento da humanidade, como por exemplo Giordano Bruno, Goethe, Balzac, Bulwer-Lytton, o próprio Newton, etc., têm sido silenciadas pelas historiografias do último século.
É neste quadro que a Ésquilo se propõe divulgar, através desta colecção, romances de cariz iniciático, tanto clássicos como contemporâneos, que se inspirem nessas correntes do invisível.

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