"O grande filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), falecido a 12 de Fevereiro de 1804, mais conhecido e estudado pelas suas “Críticas...” desempenhou um papel decisivo no debate sobre a vida extraterrestre e nas concepções cosmológicas elaboradas no decurso do século XVIII. (...) [Nesta] obra, quase esquecida ou subestimada, (...) o pensador de Könisgberg propôs noções essenciais para a Ciência do seu tempo e que se repercutiram até hoje. (...) “os céus estrelados” imaginados por Kant não eram os céus da astronomia tradicional, da cosmogonia ptolomaico-aristotélica e do “mundo fechado”. Ao invés, o seu firmamento era de uma dimensão infinita, semeada de mundos sem fim, numa hierarquia de sistemas e em permanente evolução. Trata-se, de facto, de uma extraordinária antecipação de um cosmos mais próximo de nós, a concepção elaborada pelo filósofo alemão, mesmo que apenas parcialmente sustentada em termos científicos. Amputar este contributo do restante percurso gnosiológico do homem e do pensador é pretender ignorar o lugar e a função cultural da História e da Filosofia da Ciência."
Joaquim Fernandes
Excerto do Prefácio
"Não hesitaria em arriscar tudo na verdade da minha proposição – se houvera alguma possibilidade de o fazer – a de que, pelo menos, alguns dos planetas que vemos, são habitados. Digo isto não apenas por mera opinião, mas com uma forte convicção de que existem habitantes nesses outros mundos."
Immanuel Kant
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