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O
Natal é uma época singular, um tempo em que todos estamos mais
disponíveis para atender a emoções que noutras circunstâncias
menos benignas nos passam despercebidas.
Artur
Varatojo escreveu durante muitos e muitos anos para os vários jornais
em que colaborou com um conto, ou uma crónica, de Natal. Desde o
longínquo Diário Popular até à mais recente Capital.
São essas sentidas histórias que o autor sempre desejou coligir em
livro, que aqui se encontram reunidas.
Desde «Carta a um Assassino», em que um garoto escreve a um
criminoso, que não conhece mas o impediu de festejar um Natal, por
lhe ter assassinado o pai, até àquele conto - o «Porcesso de
Jesus» - em que o autor volunatriamente se assume defensor de Cristo.
E ainda merecedora de destaque a história do «Bom Ladrão»: Artur
Varatojo decidiu escrevê-la para falar do homem que foi crucificado
à direita de Jesus.
Essas histórias, a que se juntam «O Gatuno da Missa do Galo», «O
Rapto do Menino Jesus» e muitas outras, justificam estes... Contos
de Natal do Inspector.
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