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A VIA DO BODHISATTVA
Shantideva



Formato: 16,2X23 Cm | Nº de Páginas: 224 | Preço:16,80
1ª Edição: Maio de 2007
ISBN: 978-972-8605-05-2 I Colecção «Sabedoria do Oriente»: 4.º Volume

 

O Bodhicharyavatara [A Via do Bodhisattva] foi composto pelo sábio indiano Shantideva, renomeado no Tibete como um dos mestres mais dignos de confiança. Visto que principalmente incide no cultivo e na intensificação do bodhichitta, a obra pertence ao Mahayana. (…)
O foco principal dos ensinamentos do Mahayana reside no cultivo de uma atitude mental que deseja beneficiar os outros seres sensíveis. Com um acréscimo no nosso próprio sentimento de paz e felicidade, seremos naturalmente mais capazes de contribuir para a paz e a felicidade dos outros. Transformar a mente e cultivar uma atitude positiva, altruísta e responsável é benéfico neste preciso momento. Sejam quais forem os problemas e dificuldades que possamos ter, podemos assim enfrentá-los com coragem, calma e bom-humor. Isto é, assim, a própria raiz da felicidade para muitas vidas futuras.
Baseado na minha própria experiência diminuta, posso dizer com confiança que os ensinamentos e as instruções do Dharma do Buda, e particularmente os ensinamentos do Mahayana, continuam hoje em dia a ser relevantes e úteis. Se sinceramente pomos em prática a essência destes ensinamentos, não temos de hesitar acerca da sua eficácia. Os benefícios de desenvolver qualidades como o amor, a compaixão, a generosidade e a paciência não se confinam apenas ao nível pessoal; estendem-se a todos os seres sensíveis e mesmo à manutenção da harmonia com o meio ambiente. Não é como se estes ensinamentos tivessem sido úteis nalgum tempo passado, mas já não fossem relevantes nos tempos modernos. Eles permanecem pertinentes hoje. É por isto que encorajo as pessoas a prestarem atenção a tais práticas; não se trata apenas de poder preservar a tradição. O Bodhicharyavatara tem sido amplamente aclamado e respeitado ao longo de mais de mil anos. É estudado e elogiado por todas as quatro escolas do budismo tibetano. (…) Este texto comprovou ser muito útil e benéfico para a minha mente.

                                                                                         Sua Santidade o Dalai Lama
                                                                                                                In «Prefácio»


«A presente obra é uma jóia da literatura e do pensamento universal e um dos maiores clássicos da espiritualidade budista, cujo valor não se pode todavia medir por critérios meramente académicos ou literários, pois a sua natureza última é como a do espelho que directamente nos confronta com a nossa ignorância e negatividade, como a da espada da sabedoria que as corta pela raiz e como a do diamante que manifesta a indestrutível pureza da nossa própria natureza de Buda, assim desencoberta. É por isso que o estudo, a reflexão e a meditação de A Via do Bodhisattva têm mudado radicalmente inúmeras vidas e levado muitos seres ao Despertar. É esse o seu objectivo primeiro e último e não menos que isso pede dos seus leitores, como tão incisivamente aponta Jigme Khyentse Rinpoche no prefácio que teve a bondade de escrever para esta edição portuguesa. (…)
Para terminar, não podemos deixar de partilhar quão gratificante é traduzir obras como o Bodhicharyavatara na língua de Luís de Camões, Padre António Vieira e Fernando Pessoa. Como o viram estes autores, e também o seu mais recente herdeiro, Agostinho da Silva, a maior vocação de Portugal é precisamente o ecumenismo e a universalidade, acolher entre nós e levar ao mundo o que haja de melhor na sabedoria das tradições planetárias. É neste sentido que pessoalmente sentimos que, ao recebermos na nossa língua e cultura obras como esta, estamos a continuar e a cumprir, cremos que a um nível superior – já livre da obsessão da fé e do império político ou económico –, a viagem iniciada no século XV para o Oriente e o mundo. É perante obras como a de Shantideva que mais se sente a verdade do que escreveu Pessoa: que o verdadeiro destino dessa viagem, sem a qual não é possível compreender Portugal nem a nossa saudade de um não sei quê, são as «Índias espirituais», que «não vêm nos mapas», porque nos são desde sempre íntimas ao mais fundo do coração.»

                                                                                                               Paulo Borges
                                                                                 In «Nota à Tradução Portuguesa  

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                            COLECÇÃO «SABEDORIA DO ORIENTE»

Do amplo fundo cultural da história multi-milenar da humanidade persiste na língua portuguesa a ausência de traduções de qualidade e de estudos rigorosos e profundos no âmbito do impressionante legado cultural do Oriente que é absolutamente essencial não escamotear, mormente esses gran­des três pilares: a Índia, a China e o Japão. Já no século XIX, Helena Petrovna Blavatsky, na sua visão global, chamou a atenção para o estudo em profundidade das culturas orientais e, no século XX, Mircea Eliade deno­mi­nava assertivamente de «provincianismo cultural» a ausência de olhar e de va­lorização dos estudiosos ocidentais face à dimensão riquíssima, no plano cultural, das civilizações do Oriente.
É neste quadro que nos parece fundamental divulgar estudos e fontes originais desse ciclópico património cultural e espiritual mais para além das modas superficiais do momento.

 

I
DHAMMAPADA - As Palavras de Buddha
Introdução, tradução e notas de José Carlos Calazans
Posfácio de José Carlos Fernández

II
LIVRO TIBETANO DOS MORTOS

1ª edição completa em língua portuguesa
Prefácio de Sua Santidade Dalai Lama


III
EVANGELHO DE BUDA

Compilado de Fontes Antigas por Paul Carus

IV
A VIA DO BODHISATTVA
Shantideva

V
SABEDORIA PARA VIVER -
DALAI LAMA EM PORTUGAL

Dalai Lama

VI
O CAMINHO DA GRANDE PERFEIÇÃO

Patrul Rinpoche

VII
O BUDA E O BUDISMO NO OCIDENTE
E NA CULTURA PORTUGUESA

Vários autores

 

Esta colecção tem a direcção de José Carlos Fernández e o apoio do Círculo de Estudos Orientais da Nova Acrópole (www.nova-acropole.pt)

 

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